Poesia

A mãe

“Família Campestre”- Eugénio Zampighi (1859-1944)   A mãe – António Ferraz Tu és ainda a mãe, manténs o sorriso à entrada da porta como se o dia não vestisse de luto, como se viesses libertar os meus lábios de tantas mágoas indizíveis. Chegas, debruçada na sombra da manhã, e sentas-te, inteiramente tu, na mesma cadeira

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A Valsa

– António Ferraz  A Valsa Ao primeiro compasso ela sorriu um riso de ternura abandonada, e no seu jeito doce de menina olhou-o em silêncio, envergonhada. Depois rodou, rodou com alegria, rodou por toda a sala, extasiada. Deixou de ouvir o mundo, suspirou, a boca numa súplica calada. Então sentiu seu corpo estremecer nos braços

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PALAVRAS

-Milú Almeida – 2023 PALAVRAS As palavras saíram assim, aos pedaços … Aflitivas e jubilosas, fracas e fortes, entrelaçadas de negações e altos sins. Fecho os olhos para as apanhar. Estou sozinha, o esforço é todo meu! Elevo os braços para abraçar o vento, cruzado e forte, que corre nesta montanha russa, que me põe

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